A assistência à saúde infantil reverberou na Assembleia Legislativa do Maranhão. O caso do menino Pietro acendeu o alerta de uma discussão muito mais ampla acerca da falta de leitos de UTI neonatal e pediátricos, levando também em conta as consequências de uma gravidez sem acompanhamento adequado.

A situação caótica da saúde pública é tema recorrente em gestões municipais e estaduais, mas também é pauta de preocupação e responsabilidade dos poderes legislativos. O deputado estadual Dr. Yglésio (PDT) tratou da assistência à saúde infantil na Assembleia Legislativa do Maranhão na sessão desta terça-feira (12).

Deputado defende aumento de leitos e atenção na saúde primaria como forma de prevenção

“Muitas vezes, os papéis se confundem, mas falo aqui hoje muito mais como médico do que como parlamentar”, disse o médico Yglésio (PDT) logo no inicio de sua fala. Para o deputado é obrigação do parlamentar “fazer o seu melhor para que toda criança tenha a chance de ter sua vida preservada e, mais do que isso, tenha dignidade durante seu atendimento no SUS.”

O parlamentar não deixou de destacar os avanços nos últimos anos na assistência à saúde, como abertura de novos leitos. “É inegável que houve avanços nos últimos anos dentro da assistência à saúde do Maranhão. Inauguração de novos hospitais, elaboração de programas de maior assistência e democratização do acesso principalmente”, lembrou.

Deputado estadual Yglésio Moyses é médico do Sistema Único de Saúde

Mas os avanços não podem nos cegar quanto a necessidade de vencer os retrocessos. É inegável que tem um problema muito sério hoje com os leitos de UTI neonatal vão com as crianças com até trinta dias de vida quanto os de UTI pediátrica

pontuou o deputado estadual Yglésio Moyses

Dados

No Maranhão tem um déficit de 274 leitos de UTI neonatal, uma proporção de 1,18 leito pediátrico por cada 10 mil habitantes pediátricos. No sudeste a proporção é 4 para cada 10 mil habitantes pediátricos.

O Hospital Materno Infantil é a única unidade do estado a realizar procedimentos, tais como broncoscopia infantil e é referência em neurocirurgia infantil.

Atualmente há 10 leitos de UTI pediátrica, 42 leitos em UTI neonatal e 10 leitos de cuidados canguru. A rede estadual conta com 19 UTIs pediátricas e 105 UTIs neonatal.

Outro ponto

Na abertura da I Conferência Livre da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, o deputado mostrou preocupação na atenção básica. “Nós estamos perdendo nossas crianças por falta de atenção básica no pré-natal”, destacou.

“A gente sabe que o Brasil é um país que ainda não conseguiu de fato exercer na plenitude a da atenção básica. A gente vive ainda um paradigma de saúde hospitalizada que é cara que muitas vezes ela não é resolutiva porque ela já pega o problema numa fase muito avançada”, disse o deputado.

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Publicado por Pedro Igor de Almeida

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