O PSL ficou pesado pra Chico Carvalho

O PSL por muitos anos foi um abrigo para os sucessivos mandatos do vereador Francisco Carvalho, presidente da legenda no Maranhão. Há poucos meses, o PSL teve um crescimento que ninguém imaginava. Com o ingresso do então presidenciável Jair Bolsonaro, o partido passou ser cobiçado pelas mais diferentes correntes políticas. Dos outsiders às raposas da política. No Maranhão não foi diferente. Se antes, Chico Carvalho tinha o total controle do PSL e tinha como garantida a sua eleição e de seu companheiro de partido, Pereirinha, hoje o PSL ficou pesado demais e outros políticos entram em cena de olho na possibilidade de controlar o partido do momento.

Antes, os destinos do PSL se confundiam com os interesses de Chico Carvalho. Em 2012, quem não lembra quando os caciques do partido impediram que o hoje deputado estadual, Wellington do Curso, disputasse a eleição de vereador. A candidatura de Wellington ameaçava o mandato de Carvalho. Em 2010, Wellington tinha recebido 16.140 votos na capital maranhense quando tentou o mandato de deputado federal.

Agora é diferente. O interesse é pelo controle da legenda, não de Wellington, que hoje integra os quadros do PSDB, mas de correligionários de Chico que costuram uma tomada da presidência por Brasília. A ex-candidata ao governo do Maranhão, Maura Jorge (PSL), o ex-vereador Fábio Câmara (PSL) e o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) e o médico Allan Garcês têm interesse no controle total do partido.

O jornalista Diego Emir, publicou um texto de autoria do próprio Chico Carvalho, em que ele defende o “seu PSL”.

“Faz 15 anos que comando o PSLno Maranhão. O trabalho que nós que somos do partido desenvolvemos ao longo deste tempo é sólido e manteve o partido sempre no cenário político com mandatos na Câmara dos Vereadores de São Luís e na Assembleia Legislativa”

Francisco Carvalho, vereador e presidente do PSL-MA

Segundo Carvalho, com a chegada de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil, o PSL atraiu políticos “não interessados nos projetos do partido”, mas sim em “projetos pessoais”.

O fato do presidente Jair Bolsonaro ter se filiado ao PSL trouxe também políticos que não pensam no partido, não chegaram para fazer o partido avançar. Buscaram (e ainda buscam) apenas avançar com seus projetos políticos pessoais. E pela característica do PSL no Maranhão, não há espaço para tais projetos.

Chico Carvalho acusa, sem citar nomes, seus correligionários

As eleições de 2020 vão servir para saber se Chico Carvalho vai continuar colocando o partido no bolso ou se não vai aguentar a presença dos neo-partidários.

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1 comentário

  1. uma coisa é certa, pela falha deixada na câmara de São luis, eu sei não mas que o legado de Chico carvalho está chegando ao fim. Por fim essas cobras que se aproxima.

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