VEJA – Enquanto discursa contra a sociedade dividida em classes, o PT confirmou em Porto Alegre que é dividido em duas castas. Uma agrupa os Altos Companheiros, que dirigem o partido e veem Lula de perto. Os dirigidos se acotovelam na Militância e só enxergam o Mestre pendurado em palanques. Os que mandam chegaram à capital gaúcha de avião e se hospedaram num hotel cinco estrelas. Os que obedecem viajaram de ônibus, e a maioria passou algumas noites em pensões ou barracas da grife MST.

Lula premiou um pequeno bando de eleitos com as regalias reservadas ao único deus da seita. A comitiva voou de São Paulo para Porto Alegre a bordo do Legacy 600 que foi de Eike Batista e hoje pertence ao Bank of America. A versão oficial garante que a direção do PT bancou o aluguel do jato e os 80 apartamentos reservados por três dias à comitiva do chefão. O preço médio da diária é de 170 dólares. Só em hospedagem, portanto, a tropa de elite gastou quase 50 mil dólares, ou mais de 150 mil reais.

Como as delegações dos grandes times de futebol, o clube de Lula recebeu do hotel um tratamento vip, que incluiu o elevador privativo e uma ala inteira com acesso restrito aos hóspedes e seus convidados. Faz sentido. Se a Justiça cumprir seu dever, o time que dormiu no Sheraton vai fazer bonito no Campeonato Nacional do Sistema Penitenciário.

COLUNA EXPRESSO – Integrantes da CNB, maior corrente do PT, foram ao ex-presidente Lula reclamar da presidente da legenda, a senadora Gleisi Hoffmann (PR). O motivo foi a declaração da parlamentar de que, para prender o ex-presidente, “vai ter de morrer gente”. Para petistas, Gleisi atiçou a militância – que já está com ânimos inflamados – sem necessidade. O próprio Lula vinha tentando baixar a temperatura de possíveis atos de radicalismo.

por ÉPOCA

Jacqueline Moraes da Costa, mulher do traficante Fernandinho Beira-Mar, firmou um acordo de delação premiada e deixou, nesta segunda-feira (18), a cadeia onde estava há sete meses em Porto Velho (RO).

Acusada de organização criminosa, ela estava detida no presídio provisório feminino. O juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, Nelson Liu Pitanga, revogou a prisão.

Jacqueline selou o acordo no último dia 12. Com esta decisão, ela deve residir em Porto Velho durante o período da ação penal e comparecer ao Ministério Público e à Justiça sempre que for solicitado.

A Polícia Federal descobriu que Beira-Mar escolheu a mulher para sucedê-lo no comando da quadrilha que comandava o tráfico de drogas no RJ. Ela cumpria então, até maio deste ano, pena no regime semi-aberto na Justiça do Rio de Janeiro, mas em outra ação penal, agora por organização criminosa, ela teve de ficar presa de forma preventiva. Este caso tramita na capital de Rondônia.

Jovem Pan