O IMPARCIAL – É sonho de todo deputado estadual ter a mesma prerrogativa de um deputado federal: garantia de ter suas emendas parlamentares pagas. Mas entre a expectativa e a realidade, tem a relação dos deputados com o governador Flávio Dino (PCdoB), que hoje detém maioria esmagadora na Assembleia Legislativa do Maranhão. A PEC da Emenda Impositiva voltou a ser debatida nos bastidores da Assembleia, e diferente de outrora o tema tem sido puxado pela própria base governista.

No passado recente, o oposicionista César Pires (PV) já havia apresentado a PEC da Emenda Impositiva, mas esbarrou na articulação dinista nos corredores e gabinetes da Assembleia Legislativa. Na atual legislatura, a emenda impositiva volta a ser pautada no Poder Legislativa Estadual, mas agora quem está propondo é a própria base do governador Flávio Dino (PCdoB). O deputado estadual Dr. Yglésio (PDT) tem conversado com as bancadas sobre a PEC da Emenda Impositiva, a ideia é que ela seja proposta pelos governistas e não seja uma pauta da oposição. Das assinaturas já colhidas para protocolar a PEC, não há nenhuma de deputados da oposição. A PEC já chegou a ter 20 assinaturas, no decorrer da semana passada caiu para 14, mas o “movimento da impositiva” tem ganhado força nos últimos dias. Para ser protocolada, a proposta só precisa de 14 assinaturas.

Articulação do presidente

O presidente da Casa, Othelino Neto (PCdoB), deve ter uma reunião com os deputados para tratar do tema. Na renovação antecipada do mandato de presidente, os deputados novatos esperavam que Othelino liderasse esse “movimento”. E isso pode acontecer.

Na conversa que o jornal O Imparcial teve com alguns parlamentares, governistas e da oposição, eles relatam que o importante é pautar e votar a PEC, com uma articulação que possa aprovar, independente de quem esteja à frente do processo. Othelino pode ganhar força se chamar para si a condução deste processo. Com o desejo já explícito de disputar uma vaga no Senado Federal, o presidente da Assembleia Legislativa pode ganhar o apoio em massa dos deputados caso consiga aprovar a emenda impositiva para os parlamentares estaduais.

Esta semana na Assembleia Legislativa do Maranhão será decisiva para a PEC vingar ou ancorar novamente no desejo do Palácio dos Leões, ou seja, não aprovar a impositiva neste momento.

Bela Megale publica que deputados do Partido Novo gastaram até agora 5.074,49 reais em alimentação paga com a cota que lhes é destinada legalmente.

Alexis Fonteyne, por exemplo, “não deixou de gastar da cota da Câmara um pacote da balinha Halls, por R$ 2,75”.

Cuidado, deputado, que bala estraga os dentes. E aí sai mais caro para o pagador de impostos, como demonstra o caso de Marco Feliciano, cujo novo sorriso saiu por 157 mil reais.

Do Antagonista

Durante reunião com a secretária de Estado da Mulher, Ana do Gás, o deputado estadual Wendell Lages (PMN) alinhou ações voltadas para a mulher, dentre elas, a implantação de programas de capacitação para mulheres empreendedoras, bem como a visita da Carreta da Mulher ao município de Itapecuru-Mirim.

A Carreta da Mulher desenvolve ações que alertam a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, assim como do câncer de colo do útero, além de realizar exames preventivos (Papanicolau) e mamografia, teste rápido para HIV/Aids e hepatite B, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e rodas de conversa sobre prevenção da violência doméstica.

Já na primeira sessão plenária do segundo semestre, na segunda-feira (5), o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) se pronunciou em defesa da nomeação de servidores públicos. O pronunciamento do parlamentar foi baseado na cobrança da nomeação imediata de aprovados no concurso da Polícia Militar do Maranhão e Polícia Civil, que já estão formados e aptos a trabalharem pela segurança do estado.

No seu discurso, Wellington trouxe dados que comprovam que o número de policiais civis está bem abaixo do necessário, o que, segundo o parlamentar, repercute diretamente na criminalidade que predomina no Maranhão.

“De acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional dos Policiais Civis, no Maranhão tem 1 policial civil para cada 3.295 habitantes. Um déficit enorme e que reflete diretamente na onda de criminalidade, que predomina em nosso estado. Enquanto isso, há delegados e agentes formados esperando pela sua nomeação”, disse o deputado Wellington.

Ainda no plenário, Wellington também solicitou a nomeação dos soldados formados e não nomeados da PMMA. “Existem homens e mulheres formados e aptos a servirem o nosso Maranhão. Flávio Dino tem utilizado e sugado a nossa Polícia Militar. Por último, tem exigido que os policiais, já sobrecarregados, façam até segurança privada de bancos. Enquanto isso, a população padece com a criminalidade. Governador, pare com suas mentiras. Tome alguma atitude!”, afirmou Wellington.