Quando o Uber quer conquistar novos usuários, a empresa lança mão de várias estratégias. Corridas grátis, cupom de desconto de R$ 20,00, open bar no carro e outras vantagens que atraem o cliente. As corridas grátis, ou cupons, por exemplo não são repassadas ao motorista. O cliente simplesmente não paga e o motorista mesmo assim recebe.

Mas o assunto não é esse.

Diante o imbróglio criado pela Câmara Municipal de São Luís; quer não quer votar o projeto que regulamenta o Uber. Os taxistas resolveram fazer um ”protesto positivo” contra o Uber e mostrar que os clientes não são contra os táxis.

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Anunciaram que vão cobrar apenas R$ 5,00 para corridas realizadas nesta sexta-feira, 25 de agosto. Só que não é bem assim. Cada corrida custará, na realidade, R$ 20,00. Haja vista que os taxistas fizeram suas regras para o protesto ser lucrativo.


Em São Luís-MA, a bandeirada do táxi é R$ 4,50  e cada KM rodado na bandeira 1 é R$ 2,90; na bandeira 2 o km rodado é R$ 3,30


Para fazer valer os cinco reais tem que ser da seguinte forma. As corridas tem que ter uma distância de até 7km. O carro tem que sair lotado, ou seja, com 4 passageiros mais o taxistas. E cada um paga R$ 5,00. Ou seja a corrida na realidade sai por R$ 20,00.


Para comparar, uma corrida de Uber do Turu ao Shopping da Ilha  com um percurso de 6,5km a corrida sai por, em média, R$ 12,19


Agora se a pessoa fosse sozinha e pagasse o valor da corrida com o taxímetro ligado, quanto daria? Vamos analisar. Hoje a bandeirada é R$ 4,50. Como o trajeto escolhido pelo “projeto” é de 7km a corrida, sem a bandeirada, sairia no valor de R$ 20,30. Com a bandeirada, o valor total da corrida sairia por R$ 24,80. Ou seja, na realidade, o protesto está tirando apenas a bandeirada de R$ 4,50 e mais um desconto de R$ 0,30.

É assim que os taxistas escolheram lutar contra o Uber. Lucrando muito.

É recorrente a falácia por parte de taxistas de que um dos motivos de não regulamentar a atividade do Uber é que os motoristas do aplicativo e o próprio aplicativo não pagam impostos. E que a concorrência é desleal.

Em recente entrevista, à BBC Brasil (veja aqui), do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), o petista falou de assuntos políticos e da corrida presidencial 2018. Mas entre os assuntos abordados ele falou do Uber.

Disse que regulamentar o serviço na maior capital do Brasil foi um dos motivos da sua derrota para João Dória Jr (PSDB). “A regulamentação significou botar ordem no sistema e aumentar a arrecadação da cidade num momento difícil. Como é que você comunica isso para 35 mil taxistas? Então eu tinha 35 mil cabos eleitorais contra durante a eleição.”, disse Haddad à publicação.


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Mas o que ele também revelou é que a arrecadação que a regulamentação.  “A regulamentação do Uber traz para a cidade de São Paulo entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões de arrecadação. E o Uber ia operar na cidade eu querendo ou não porque eles tinham ganhado na Justiça.”, disse Haddad.

Então não passa de mentira dizer que regulamentar não será positivo para a arrecadação do município é mentira. O pagamento é feito via aplicativo e a nota fiscal é eletrônica. Agora fica a dica. Na próxima vez que pegar um táxi, peça uma nota fiscal ao taxista. Veja se, no máximo, não recebe um recibo feito à mão.

A justiça concedeu a saída de 588  detentos para saída temporária do Dia dos Pais. A portaria foi divulgada pela 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís. A saída dos detentos beneficiados começa a partir das 10h desta quarta-feira (9).

A Portaria assinada pela juíza titular da 1ª Vara de Execuções Penais, Ana Maria Almeida, determina o retorno dos internos ao sistema prisional até às 18h da terça-feira (15).

Os presos que não retornarem até o fim do prazo, serão considerados foragidos da Justiça. De acordo com o documento, os beneficiados não poderão se ausentar do Maranhão, não poderão ingerir bebidas alcoólicas, não portar armas, bem como não frequentar festas, bares e similares.

A saída ocorre no Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Páscoa e Natal, e está prevista na Lei de Execuções Penais. Só recebem o benefício os presos do regime semiaberto que apresentarem bom comportamento e que tenham cumprido, no mínimo, um sexto da pena. Para homologar a liberação, a Justiça também ouve o Ministério Público e a administração penitenciária.