As revelações que continuam surpreendendo os brasileiros sobre o maior esquema de corrupção denunciado no país chegam às telas do cinema em um filme que conta parte de uma história que nasceu para virar filme, segundo Marcelo Antunez, diretor de “Polícia Federal: A Lei É para Todos”.

Dinheiro falso exposto em Curitiba para promover filme “Polícia Federal: A Lei É para Todos”
28/8/2017 REUTERS/Rodolfo Buhrer

O filme sobre a operação Lava Jato, inspirado no livro homônimo, terá pré-estreia nesta segunda-feira em Curitiba, e já existe expectativa para pelo menos mais uma sequência devido à criatividade dos “roteiristas de Brasília” e suas armações.

“Essa história, por natureza, já é uma história cinematográfica”, disse Antunez em entrevista à Reuters.

“Ela começa pequena, com uma investigação de doleiros que, fortuitamente, esbarra num esquema de corrupção dentro da Petrobras, e os desdobramentos todos nós sabemos”.

Conseguir condensar mais de três anos de operação em um filme de 1h50 foi uma dos maiores desafios da produção, segundo o diretor, e o longa termina com a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em março de 2016.

Antunez já antecipa que o filme terá uma continuação, adiantando que a entrada do empresário Joesley Batista nas investigações da Lava Jato estará na história, e indica inclusive a possibilidade de uma terceira produção.

“A gente acha que já tem história suficiente para isso”, afirmou. “Os roteiristas de Brasília e do resto do Brasil são mais criativos do que a gente, e vêm com histórias novas todo dia”, afirmou.

Descrito pelo diretor como um ”thriller investigativo”, o filme tornou-se alvo de polêmica devido ao seu alto orçamento de 15 milhões de reais, financiado por investidores privados que pediram para ter a identidade mantida em sigilo, segundo Antunez.

A produção não contou com o apoio da Lei do Audiovisual, que é utilizada com frequência em filmes brasileiros, por uma escolha dos próprios produtores.

“A gente achou que teria mais liberdade de contar essa história se a gente não tivesse buscando dinheiro público, dinheiro do povo para contar essa história, porque ela não está falando só de cultura. Ela vai além disso, então a gente ficou um pouco desconfortável de usar dinheiro público para poder contar uma história que, bem ou mal, esbarra na política”, afirmou.

Diante de uma história que a população acompanha cotidianamente pela imprensa, a forma encontrada pelo filme de levar uma novidade para as telas foi contar o início das investigações da Lava Jato.

“A gente entendeu que essa era a maneira de trazer algum frescor para a história. Todo mundo tem contato com essa história pelos jornais diariamente, então o que a gente poderia fazer para trazer alguma novidade para as pessoas?  É mostrar o pré-fato”, disse Antunez.

Para o diretor, a lei é para todos porque a Lava Jato chegou a grandes empresários e políticos importantes.

“Eu acho que esse é o objetivo de qualquer lei: promover justiça. A Justiça eu acho que só é possível se vale para todo mundo, e eu acho que a Lava Jato tem mostrado que pessoas que antes não haviam aparecido, entrando dentro da roda de acusações”.

Questionado se o filme contempla todos os partidos investigados pela operação, Antunez defende-se dizendo que no momento da elaboração do roteiro muitas das revelações ainda não tinham sido feitas.

Segundo ele, a ideia do filme é manter o debate ativo.

“O mais importante é que essa história não morra, que a gente volte àquele estado de apatia que a gente vivia antes em relação à política”.

“Polícia Federal: A Lei É para Todos” chegará aos cinemas em 7 de setembro.

Com um elenco inteiramente diferente dos filmes anteriores, esse novo “Diário de um Banana”, o quarto da série, traz a viagem da família Heffley para a casa de uma bisavó de 90 anos. A jornada será de carro, dando a Greg (Jason Drucker) a ideia de desviar o caminho e ir a uma convenção de games, na qual tentará tornar-se amigo de um youtuber famoso.

Alicia Silverstone interpreta a mãe dos garotos, que apenas deseja que a família passe um tempo junto sem qualquer distração digital. Por isso, confisca os aparelhos eletrônicos de todos dentro do carro, inclusive do marido (Tom Everett Scott), que precisa trabalhar enquanto viaja.

As disputas entre Greg e o irmão mais velho (Charlie Wright), um rapaz completamente sem noção, aumentam os problemas. Dirigido por David Bowers (responsável pelo segundo e terceiro filmes), este novo exemplar da franquia pode não manter o mesmo padrão, mas pelo menos inclui duas divertidas homenagens a Alfred Hitchcock que justificam sua existência.

A franquia “Meu Malvado Favorito” desbancou “Shrek” e se tornou a animação mais lucrativa nas bilheterias globais.

Os três filmes de Gru mais o spin-off dedicado aos minions somaram 3,55 bilhões de dólares em receita global, informou o site “Deadline”.

O trono das animações era ocupado pela franquia “Shrek” que arrecadou 3,51 bilhões de dólares mundialmente com quatro filmes do ogro mais o spin-off “O Gato de Botas”.

“Meu Malvado Favorito”, o primeiro longa, lançado em 2010, teve arrecadação mundial de 543 milhões de dólares. “Minions”, lançado em 2015, foi o mais bem sucedido da saga, arrecadando mais de 1,15 bilhão de dólares nas bilheterias.

“Meu Malvado Favorito 3” estreou em 29 de junho nos cinemas brasileiros e já rendeu 880 milhões de dólares em todo o mundo.

No filme, Gru e Lucy precisam repensar suas vidas depois de serem demitidos da Liga Anti-Vilões. Enquanto ela se ocupa com os desafios da maternidade, Gru é surpreendido com a existência de um irmão gêmeo e com a saída dos minions que querem voltar à bandidagem. Confira o trailer.

Por Folha de São Paulo