A Justiça Federal em São Paulo aceitou hoje (16) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os empresários Joesley e Wesley Batista, sócios da JBS, e os tornou réus pela prática dos crimes de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada.

“Considero existirem suficientes indícios de autoria em relação a cada um dos imputados, havendo, portanto, justa causa para o prosseguimento da persecução penal”, destacou na decisão o juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo.

Segundo a denúncia do MPF, os empresários e dirigentes do grupo JBS lucraram R$ 100 milhões com a compra de dólares poucos dias antes do vazamento do acordo de delação premiada que fizeram com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Eles teriam também vendido R$ 327 milhões em ações da JBS enquanto seus executivos negociavam o acordo com a PGR. O MPF afirma que os empresários sabiam que a delação causaria a queda das ações da JBS e a alta do dólar e atuaram para reduzir o prejuízo.

O MPF aponta Wesley como responsável pela compra dos dólares, por isso está sujeito a pena de até 18 anos de prisão. Já Joesley teria articulado a manipulação do mercado e pode pegar pena de 13 anos.

Os irmãos Batista já estão presos desde 9 de setembro na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Em nota, a JBS reafirma que as operações de recompra de ações e derivativos cambiais foram realizadas “de acordo com perfil e histórico da companhia que envolvem operações dessa natureza”. Segundo o texto, as movimentações estão alinhadas à política de gestão de riscos e proteção financeira e seguem as leis que regulamentam as transações.

A defesa dos irmãos Batista disse confiar na Justiça e que “voltará a apresentar relatórios técnicos que demonstram a normalidade de todas as operações financeiras efetuadas, que afastam por completo qualquer dúvida sobre a licitude de sua conduta”.

A Chapa 6 – Compromisso e Inovação começou a sua campanha para o COREN-MA. Trazendo propostas possíveis de serem cumpridas com responsabilidade, o grupo de profissionais de enfermagem que faz parte da chapa, defende um COREN-MA ainda melhor, com ideias que possam beneficiar de fato a Enfermagem no Maranhão.

Temos um grande número de profissionais da área de enfermagem no Maranhão, precisamos unir forças para lutarmos pela profissão e pelos interesses dos enfermeiros e técnicos na esfera pública e particular, fazendo com que nossa profissão seja melhor valorizada
destacou Cristiane Souza, integrante da Chapa.

As propostas da Chapa 6 estão estruturadas no mote da Valorização da Enfermagem, Qualificação de Excelência e Fortalecimento dos profissionais no poder Público. Uma das características principais da Chapa é a inovação, trazendo profissionais que atuam no mercado e que entendem a realidade do profissional de Enfermagem. Ao mesmo tempo, trás também integrantes que tem experiência na vivência de gestão e, por isso, facilitarão a gestão administrativa do conselho.

Conheça as Propostas :

1. Ampliar atividades para capacitação profissional tanto na sede do COREN-MA na capital quanto nas subseções do COREN e nos municípios do estado do MA.

2. COREN aberto para os profissionais, continuando com a disponibilização de espaços adequados para reuniões, conferências e outros.

3. Continuar as parcerias com entidades públicas e privadas promovendo a qualidade do exercício da profissão incluindo descontos em cursos e pós graduações para os inscritos no COREN-MA e seus dependes.

4. Ampliar as atividades de fiscalização junto as instituições de saúde, observando as condições de trabalho, quantitativo de profissionais e outros pontos importantes para o desempenho das atividades dos profissionais.

5. Ampliar as Comissões de Ética junto às instituições de saúde.

6. Participar efetivamente das mobilizações e ações em prol da regulamentação da lei das 30 horas semanais (PL 2295/2000) e a lei do piso salarial da profissão (PL 4924/2009).

7. Descentralizar o COREN-MA, realizando reuniões de plenário e plenárias públicas nos inícios do estado.

8. Impulsionar a representatividade de enfermeiros e técnicos de enfermagem no contexto político e social.

9. Promover maior integração entre os profissionais através de eventos culturais e sociais.

10. Ampliar a disponibilidade da assessoria jurídica do conselho para orientações em ações referentes ao exercício da profissão.

11. Realizar concursos no âmbito do COREN-MA.

12. Realizar reformas e ampliações da Sede e Subseções municipais, incluindo a construção da sede em Caxias.

13. Implementação de aplicativos para celular com o objetivo de facilitar as denúncias COREN-MA.

14. Criação de uma Subseção do COREN-MA no município de Presidente Dutra.


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, recebeu ontem (12) a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Na visita de cortesia, Raquel convidou a ministra para sua posse, marcada para a próxima segunda-feira (18). O encontro foi no STF e durou cerca de 30 minutos.

Raquel Dodge vai substituir Rodrigo Janot, que deixará o cargo após quatro anos na chefia do Ministério Público Federal (MPF).

Ela foi indicada para o cargo pelo presidente Michel Temer após eleição interna da Associação Nacional dos Procuradores da República, que deu origem à lista tríplice enviada ao presidente para subsidiar sua escolha. Em julho, Raquel foi aprovada pelo plenário do Senado por 74 votos a 1 e uma abstenção.

Mestre em direito pela Universidade de Harvard e integrante do Ministério Público Federal há 30 anos, Raquel Dodge é subprocuradora-geral da República e atuou em matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ).