Sai Michel Temer, assume Maia. Fábio Ramalho pega carona com Temer. Assume André Fufuca. Em seguida a pauta da reforma política sai de cena e a imprensa nacional começa a discutir o sobrenome do jovem André.

As notícias o desqualificam da função interina de presidente da Câmara. O jovem maranhense de bochechas rosadas não tem capacidade conduzir os trabalhos Câmara Federal.

Distritão, distrital, distritão misto, distrital misto e fundo partidário vai ficar para a próxima. Fica tudo do jeito que está e segue o jogo.

Na edição desta quarta-feira, 30 de agosto, o Jornal Nacional de William Bonner já admite o que pareceu óbvio desde o inicio. A reforma política não deve passar.

Tudo diferentemente igual ao que sempre foi. Bem vindo à selva e salvem-se quem puder nas eleições de 2018.

E o maranhense André Fufuca (PP-MA) pode adicionar na sua biografia política que por 9 dias foi presidente da Câmara Federal. E mais… serviu de bode expiatório.

O tempo de atraso do Maranhão pode ser analisado em várias formas. Uma delas é festividade para inaugurar uma ponte de 72 metros.

Espera aí … Explico!

Não quero aqui falar da importância de uma ponte que vai interligar 18 comunidades rurais do município de  Bequimão-MA. Não é isso.

O que me espanta é que uma ponte de dimensão tão pequena, porém  de importância imensurável para aquela comunidade ainda não tinha sido feita. E mais. Uma obra tão simples seja palco para comício e não se torne o cotidiano de uma gestão. Essa fanfarra não é exclusiva do interior do estado nem do governo do Estado. Em São Luís uma pá de asfalto é a maior obra de uma gestão.

E recentemente aconteceu algo inédito em Riachão e Balsas em que seus prefeitos “inauguraram” ônibus escolares … Doado pelo governo estadual. Aguardemos a inauguração de um chafariz ou pórticos na entrada dos municípios.

Obra orçada em R$ 598 mil no governo Roseana Sarney foi concluída no Governo Flávio Dino no valor de R$ 2,9 milhões.

 

 

 

O presidente condenado (em primeira instância) Luiz Inácio Lula da Silva segue pelo Nordeste fazendo ampla campanha (pré) eleitoral.

A caravana segue viagem.

Ontem esteve em Brasília Teimosa, em Recife(PE) e João Pessoa (PB). Por lá falou que não ia falar (já falando) do seu algoz Sérgio Moro “Não vim aqui falar de Moro”, disse Lula. Ele vai continuar sem citar o juiz Moro em toda oportunidade que tiver para alfinetar o magistrado.

Lula escolheu o Nordeste para amarrar o seu burro na tentativa de voltar ao comando do Brasil. Acredita que por aqui terá a antecipação de seu julgamento. Imaginava o cenário de que o povo o receberia de braços abertos. Mas ao que parece o “júri popular” não tem comparecido em suas andanças.

A presença maior são dos companheiros. Os movimentos sociais são convocados em cada estado para acompanhar a comitiva da caravana da alma mais honesta do mundo.

Luiz Inácio quer ser julgado pelo povo antes das eleições e pressionar a justiça a não o condenar ou, na melhor das hipóteses, não julgar o caso.

Mas parece que escolheu figuras que até então eram chamadas de cabeça intelectual do “golpe” para rebocar sua caravana. Em Pernambuco, Lula fez um aceno ao PMDB de Renan Calheiros e José Sarney. Os elogios foram para as redes sociais também, Lula confidenciou que “Renan pode ter os maiores defeitos do mundo, mas o ajudou a governar o país” e que ele ainda acredita em alianças políticas.

Isso quer dizer, eleitor, a aliança com os mesmos personagens vai continuar em 2018. Lula disse ainda que não ganha eleição sozinho.

A direção do PT do Maranhão jura que Lula vai passar pelo Maranhão sem mencionar o nome de Sarney e sua filha Roseana. Não consta na agenda oficial encontro com o ex-senador (e ex-presidente). A questão de não constar na agenda não diz nada. Que diga o Temer. Afinal a atual direção do PT Maranhão não faz parte do grupo sarnopetista. Não faria sentido algum divulgar um encontro do qual a direção não compactua. Aliás, não sei.

No texto “Qual será o tom da passagem de Lula pelo MA”, publicado aqui, provoquei falando que ‘O tom da passagem de Lula será determinante para avaliar se as relações de Sarney e Lula estão estremecidas’. Porém Lula já respondeu quando passou por Pernambuco.

Hoje no Maranhão, querendo ou não, Lula tem o voto da maioria. Mas isso não acontece hoje no congresso nacional. Pegue como exemplo o que aconteceu na votação da abertura do processo do impeachment da Dilma na Câmara de Deputados, o julgamento do impeachment no Senado Federal e o arquivamento da denúncia do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados novamente.

O governador Flávio Dino (PC do B) tem maioria dos deputados federais mas essa aliança não reflete em voto, as ovelhas são desgarradas. Isso não interessa em um eventual governo.

A posição de Sarney a favor do impeachment pode ser entendida como questão pessoa do ex-presidente com a ex-presidente.

Vale lembrar: Sarney não votou na Dilma no segundo turno. Mas a relação de Sarney com Lula é outra. São aliados e afinados.

E quem discorda que o governo do Michel Temer está sendo perfeito para pavimentar a volta de Luiz Inácio? O golpe ajudou. Agora só falta o judiciário inocentar a alma mais honesta do mundo ou simplesmente não julgar até o final de 2018.

O próximo capítulo dessa relação será quando a caravana a reboque chegar na capital do Maranhão.

Aguardemos.