Os taxistas continuam a achar que seu inimigo maior é o surgimento do Uber. Uma plataforma que estimula a concorrência e oferece serviço e preço mais vantajoso para os clientes. Ainda que acredite que muitos usuários do Uber não eram clientes de táxis. Mas o que os taxistas não percebem é que há outros problemas dentro da categoria que poderiam ser resolvidos com o surgimento do Uber. A proibição do Uber pode ser uma vitória dos donos de táxis mas com certeza não representará a consagração da maioria dos motoristas de táxis.

Os taxistas têm muito a reclamar. E poderiam encontrar nessa briga “contra o Uber” como solução de parte de seus problemas. Explico. A liberação de novas placas é uma reivindicação de taxistas, principalmente dos que estão na categoria “Defensor de táxi”, ou seja, que é taxista de fato mas não de direito. Ele trabalha em um táxi que não é dele. Ou seja, tem que pagar o aluguel do táxi para o dono da placa, além de pagar uma cooperativa, um ponto de táxi e ainda o poder público. Veja aí. No táxi há muito atravessador que torna o custo elevado e, margem de lucro menor. O inimigo é outro.


O defensor de táxi chega a pagar, em média, R$ 2.200,00 / mês para o dono do táxi se trabalhar 5 dias por semana.


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Se a Câmara de Vereadores junto com a prefeitura de São Luís, por meio da Secretária de Trânsito e Transportes, liberasse placa para os defensores atuais existiria um problema a menor que o Uber ajudaria a resolver. Relato de taxistas com quem já conversei revelam que o aluguel de um táxi varia de R$ 100 a R$ 120 reais por dia. Se o taxista trabalhar 5 dias por semana, o defensor tem que desembolsar para o dono do táxi nada menos que R$ 2.200,00. O inimigo é outro.

(Parênteses). O taxista tem outra vantagem em cima do Uber. O motorista de Uber tem como único bem o seu carro particular que, diga-se de passagem, é um bem que perde valor a cada dia. O dono de um táxi tem o seu carro que compra com incentivo fiscal, além da placa do táxi, que a cada dia que passa valoriza no mercado. O valor de uma placa, se alguém quiser passar, custa hoje em torno de R$ 40 / R$ 50 mil reais.

Outro passivo que influencia na margem de lucro dos taxistas ludovicenses é o combustível. Os taxistas deviam utilizar da briga com o Uber para atacar o inimigo. E não é o aplicativo de celular. Aproveitar para reivindicar a chegada do gás natural para taxistas e barganhar, quem sabe, que o beneficio seja exclusivo para taxistas em um período de no mínimo 5 anos. A medida pode ajudar melhorar a margem de lucro do taxista.

Há com certeza outras demandas que devem fazer parte da luta da categoria de taxistas. E a chegada do Uber não só pode beneficiar a população mas também a própria categoria. Basta identificar quem realmente é seu inimigo.

 

 

Os fins justificam os meios?

Sobre o caso da clinica da Rua Barão de Grajaú do Jardim Eldorado, o Governo do Maranhão já deu várias explicações. Falou dos benefícios que o novo hospital pode trazer para o Maranhão, a vontade do grupo de Sarney de boicotar suas realizações, jogou com a plateia, fez gol mas ainda não virou a partida.

Tem uma questão no ar que Flávio Dino e sua equipe ainda não explicaram.

Por qual razão contratar a clinica que beneficia diretamente a família (leia-se mãe) de uma assessoria juridica logo da Secretária de Estado da Saúde. Essa é a questão. Tão condenada pelo governador no passado. Os fins não podem justificar o meio. Vale dizer que não é a primeira que o caso do “aluguel camarada” vem à tona.

Responda a essa pergunta e não abafe a gravidade do problema com os benefícios que o hospital trará à saúde pública do Maranhão.