A insegurança toma conta das estradas do Maranhão e mais um assalto aconteceu na tarde de ontem, quinta (21). A empresa vitima da ação dos bandidos foi o Grupo Petrópolis. Um caminhão da Itaipava foi tomado de assalto dentro dos Eucaliptos da Suzano na área de Cidelândia. A equipe do Sargento Nogueira foi informada do delito por volta das 13h e se deslocou até o local para conferir a informação preliminar.

“Constatamos a veracidade dos fatos onde o motorista e os entregadores foram mantidos reféns e após se libertarem informaram que foi subtraído parte da carga. Fizemos rondas nas vicinais porém sem êxito”, informou o Sgt Nogueira

As vitimas Adriano dos Santos Sousa, Cláudio Roberto Cerqueira da Costa e Francisco Cardoso da Silva registraram o roubo na delegacia de Cidelândia.

 

 

O juiz federal Vallisney de Souza, da 10ª Vara Federal em Brasília, decidiu ontem (11) rever sua decisão que homologou o acordo de leniência da J&F para fins criminais. A decisão do magistrado foi tomada a partir da possibilidade de anulação do acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo, que pode ser revisto pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O acordo de leniência firmado com o Grupo J&F, controlador da JBS, prevê que empresa pague R$ 10,3 bilhões de multa e ressarcimento mínimo pelo esquema de corrupção envolvendo o pagamento de propinas a agentes públicos. O acordo foi assinado no início de junho pela Procuradoria da República no Distrito Federal e prevê a destinação de R$ 8 bilhões a órgãos públicos prejudicados pelos atos criminosos e o restante (R$ 2,3 bilhões) para o financiamento de projetos sociais.

O acordo prevê o pagamento ao longo de 25 anos, corrigido pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Com isso, a previsão do Ministério Público é de que a multa, ao final, supere os R$ 20 bilhões.

A confirmação do acordo foi feito no mês passado pela Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal, que decidiu por unanimidade pela homologação. O argumento é de que os dados apresentados pela J&F são “esclarecedores” porque e explicam como funcionava o esquema de corrupção.

BRASÍLIA (Reuters) – O ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira, continuou a praticar crimes e agiu de forma “sorrateira” ao esconder mais de 51 milhões de reais em espécie –apreendidos pela PF– em um apartamento de um conhecido em Salvador, disse o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira no despacho que determinou a prisão preventiva de Geddel.

Policia Federal encontrou R$ 51 milhões em apartamento ligado a Geddel

Ao classificar o fato como “gravíssimo”, o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília disse que o regime de prisão domiciliar de Geddel não garante que ele não volte a praticar delitos. Para o magistrado, isso nota-se pela “dinheirama” encontrada, sem documentação e sem comprovação de origem, perto da residência em que se encontrava desde julho até então.

“A decretação da prisão preventiva de Geddel Quadros Vieira Lima se impõe dentro desse novo contexto de reiteração delitiva ao ser localizado, no apartamento objeto de busca e apreensão em Salvador/BA, mais de cinquenta milhões de reais, mesmo estando o investigado em cumprimento de prisão domiciliar, medida esta que se torna agora ineficaz para garantia da ordem pública, aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal”, disse Vallisney, em sua decisão.

Para o magistrado, não há, diante das novas circunstâncias, nenhuma possibilidade de assegurar que Geddel esteja cumprindo e possa cumprir “rigorosamente todos os requisitos da cautela”.

“Aliás, como se pode ver, tudo evidencia que não está executando fielmente a medida alternativa à prisão, pois foram encontradas fragmentos de impressões digitais no material apreendido, e tanto de Geddel quanto de Gustavo Pedreira”, disse o magistrado, também se referindo a um aliado do ex-ministro preso nesta sexta.

O juiz afirmou que, tanto quando Geddel foi ouvido pela Polícia Federal e por ele mesmo anteriormente, ele não revelou que era dono do dinheiro apreendido nem deu sequer indicação nesse sentido.

“De modo que reitera na atividade delituosa de lavagem de capitais e outros delitos de forma sorrateira, em estado de permanência, pois os valores estavam ocultos em um apartamento cuja finalidade era exclusivamente para guardá-los”, disse o juiz.

Para Vallisney, que já havia decretado no início de julho prisão preventiva de Geddel, convertida depois em domiciliar, são “fortes” os indícios da prática do crime de lavagem de dinheiro pelo ex-ministro. Há também indícios do cometimento de outros crimes sob investigação, como organização e criminosa e corrupção, por Geddel e por seu aliado preso, acrescentou o juiz.

O juiz determinou também a realização de busca e apreensão no apartamento da mãe do ex-ministro por considerar que há “grande probabilidade” de que possa existir alguma prova documental relacionada à apreensão dos 51 milhões de reais. Ele destacou que a Polícia Federal alertara para o fato de que Geddel e ela residiam no mesmo prédio, o que pode facilitar que se esconda elementos de prova para as apurações.

Aliado histórico de Temer e bastante próximo do presidente, Geddel foi preso em 3 de julho, acusado de tentar pressionar o doleiro Lúcio Funaro para evitar que ele fizesse uma delação premiada. O ex-ministro foi solto 10 dias depois para cumprir prisão domiciliar.

Geddel, preso nesta sexta como parte de uma nova fase da operação Cui Buono, é acusado de intermediar a facilitação de crédito para empresas na Caixa quando era diretor de Pessoa Jurídica do banco, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Geddel, que é ainda ex-deputado federal, também foi ministro da Integração Nacional na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A apreensão dos 51 milhões de reais em espécie no apartamento que seria usado por Geddel foi a maior do tipo já realizado pela PF.

Essa é de fazer inveja para Rocha Loures. A Polícia Federal localizou hoje, terça-feira (5), um “depósito” de dinheiro alocados em malas e caixas em um endereço que seria, segundo investigação da Policia Federal, do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A operação foi batizada de Tesouro Perdido e autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília. Os valores ainda serão contabilizados em um banco e a dinheirama será depositada em conta judicial.