O ex-governador do Maranhão e deputado federal, José Reinaldo Tavares (Sem Partido), disse em entrevista à TV Guará na noite desta sexta-feira, 02 de fevereiro, que o projeto para chegar à Câmara Alta está de pé. Tavares revelou que já deixou a vontade de lado por duas ocasiões. A primeira na eleição de 2006 que abdicou da vontade para apoiar o então candidato Jackson Lago e da mesma forma fez na candidatura vitoriosa de Flávio Dino. Na primeira vez, vale lembrar, que Zé Reinaldo teria que renunciar ao mandato de governador para disputar a eleição ao senado. O vice-governador na época era Jura Filho, aliado do grupo Sarney. Zé Reinaldo tinha rompido com Roseana Sarney e Flávio Dino.

A segunda vez a decisão de deixar, mais uma vez, a candidatura ao senado de lado se deu ao fato de não dispersar e dividir o grupo. O grupo decidiu pela candidatura de Roberto Rocha, então vice-prefeito da capital, que já tinha a promessa da candidatura ao senado ainda nas eleições municipais de 2012.

O governador Flávio Dino tem acenado para a deputada Eliziane Gama. A deputada quer fazer dobradinha com Weverton Rocha e os dois já começam a caminhar juntos para viabilizar a parceria nas urnas. Zé Reinaldo deu a entender na entrevista que não tem menor interesse em seguir um caminho distinto do governador Flávio Dino mas deixou claro que não vai abrir mão da candidatura pela terceira vez.

Zé Reinaldo foi importante na inserção de Flávio Dino na política. Quando governador deu apoio decisivo para ter uma eleição tranquila para um então desconhecido no meio político maranhense.

 

VEJA – Enquanto discursa contra a sociedade dividida em classes, o PT confirmou em Porto Alegre que é dividido em duas castas. Uma agrupa os Altos Companheiros, que dirigem o partido e veem Lula de perto. Os dirigidos se acotovelam na Militância e só enxergam o Mestre pendurado em palanques. Os que mandam chegaram à capital gaúcha de avião e se hospedaram num hotel cinco estrelas. Os que obedecem viajaram de ônibus, e a maioria passou algumas noites em pensões ou barracas da grife MST.

Lula premiou um pequeno bando de eleitos com as regalias reservadas ao único deus da seita. A comitiva voou de São Paulo para Porto Alegre a bordo do Legacy 600 que foi de Eike Batista e hoje pertence ao Bank of America. A versão oficial garante que a direção do PT bancou o aluguel do jato e os 80 apartamentos reservados por três dias à comitiva do chefão. O preço médio da diária é de 170 dólares. Só em hospedagem, portanto, a tropa de elite gastou quase 50 mil dólares, ou mais de 150 mil reais.

Como as delegações dos grandes times de futebol, o clube de Lula recebeu do hotel um tratamento vip, que incluiu o elevador privativo e uma ala inteira com acesso restrito aos hóspedes e seus convidados. Faz sentido. Se a Justiça cumprir seu dever, o time que dormiu no Sheraton vai fazer bonito no Campeonato Nacional do Sistema Penitenciário.