O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse hoje (16) considerar “muito difícil” a volta do financiamento de empresas a campanhas políticas já nas próximas eleições, após ter se reunido com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia.

Pouco depois de deixar o gabinete da ministra Cármen, Eunício afirmou ser “um momento inoportuno” para se discutir a volta do financiamento empresarial, que foi considerado inconstitucional pelo plenário do STF, em setembro de 2015. Ele afirmou não ter problema em pautar o assunto, mas acredita não haver ambiente para isso.

“Acho muito difícil que, no meio de uma crise dessa, uma crise política criada pelo sistema anterior, relacionada ao financiamento de empresas, a gente coloque para a sociedade que deve se voltar tudo para o financiamento privado”, disse Eunício a jornalistas.

Ele defendeu a criação de um fundo público para financiar as próximas campanhas eleitorais, mas criado com “dinheiro velho”, reutilizando sobras do fundo partidário e inclusive de emendas parlamentares individuais.

“Nós fazemos uma cesta, para criarmos um fundo com dinheiro velho, que de qualquer maneira seria gasto com essa atividade [política]”, disse o senador.

O financiamento de pessoas jurídicas a campanhas eleitorais voltou a ser considerado por parlamentares, após a recepção negativa da sociedade em relação à criação de um fundo público.

Uma comissão especial da Câmara sobre reforma política aprovou, na semana passada, a criação de um fundo de R$ 3,6 bilhões com recursos públicos para financiar as campanhas eleitorais. O tema deve ser votado em breve em plenário pelos deputados.

O presidente do Senado disse que alertou a ministra Cármen Lúcia sobre a possibilidade de que partidos entrem com ações questionando a constitucionalidade de alguns pontos da reforma política, que inclui ainda a mudança na forma de eleição para o Legislativo, do sistema proporcional para um majoritário, apelidado de “distritão”, em que seriam eleitos os candidatos mais votados em seus respectivos distritos.

“Eu coloquei algumas posições do parlamento, para que ela tome conhecimento. Pode ser que algum partido entre aqui com alguma Adin (Ação Direta de Insconstitucionalidade). Ela assim tem uma noção do que estamos discutindo”, disse o presidente do Senado.

Ele defendeu que seja aprovado, já para as próximas eleições, no mínimo o fim das coligações e a cláusula de barreira, que restrinja a atividade política de partidos com baixo desempenho eleitoral.

 

 

 

 

 

 

O ex-ministro da Defesa, Ciência e Tecnologia e Esportes Aldo Rebelo se afastou do PCdoB, confirmou nesta quarta-feira, 16, a presidente nacional do partido, Luciana Santos. Em nota, Luciana afirmou que o afastamento foi comunicado na última segunda-feira e que, apesar do movimento, “a convergência de opiniões políticas e os fortes laços que continuam ligando Aldo ao partido” e que eles manterão “o diálogo em torno das grandes questões nacionais.”

Aldo foi presidente da Câmara dos Deputados e ministro nos governos Lula e Dilma Roussef. Pelo trânsito fácil entre os congressistas, seu nome foi aventado por lideranças políticas para vice do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em caso de afastamento do presidente Michel Temer. Aldo também foi cotado para ingressar no PSB. Procurado pela reportagem, Aldo confirmou a notícia mas não quis dar mais detalhes sobre se essa é uma desfiliação ou quais seus próximos passos.

Com informações de UOL

Márcio Jardim (PT) defende candidatura de Dilma ao Senado pelo Maranhão

Depois da divulgação de uma campanha pró-Jardim para chapa majoritária pelo senado nas eleições de 2018, agora Márcio Jardim (PT), defende que Dilma possa sair pelo senado no estado do Maranhão.

De paraquedas

Jardim argumenta, através do seu Twitter, que Dilma Rousseff não tem “nenhum eventual erro na condução política” e fala ainda que “Dilma engrandecerá qualquer unidade da federação por onde sair como candidata ao Senado”.

Já foi convidada

No passado quem também convidou a ex-presidente para concorrer ao senado pelo Maranhão foi o governador Flávio Dino. Mas nada foi confirmado. Márcio Jardim pede que o PT engrosse o convite a Dilma.

Partido dos Trabalhadores como protagonista

A pauta jogada por Márcio Jardim também explica a busca de um protagonismo do PT na chapa encabeçada pelo PC do B. Até agora quem tem vaga garantida na chapa é o PDT, através do deputado Weverton Rocha, que busca confirmar sua candidatura ao Senado Federal.

Começar a discussão de um nome do PT na chapa majoritária, mesmo que seja o de Dilma,  é uma forma de marcar território. Se não for Dilma Rousseff quem sabe não pode ser o próprio Márcio Jardim.